• Cyro Masci

Tempo mental x tempo real: a diferença está na cabeça

Atualizado: Mar 16



Ter a impressão de que alguns períodos passam de forma rápida ou muito lenta é mais comum do que se imagina. Para tornar o mundo mais interessante e as experiências mais ricas, a dica, segundo o psiquiatra Cyro Masci, é conhecer como o nosso cérebro funciona. Isso é fundamental tanto nos momentos de irritação ou ansiedade, quando parece que o tempo acelera, quanto nos episódios de tristeza, quando parece que o tempo não passa.


Muitas pessoas têm a impressão de que certos períodos, sejam meses, semanas ou horas, passam rápido demais, enquanto outros parecem que nunca acabam. Isso é mais comum do que se pode imaginar e, de acordo com o médico psiquiatra Cyro Masci, o responsável por tais enganos nada mais é do que o cérebro.


Para Masci, um dos piores métodos de registrar a passagem do tempo é confiar no cérebro. "O que o cérebro faz, na realidade, é criar um tempo próprio, um tempo mental, que é muito diferente daquele apontado pelo relógio e pelo calendário", explica.

A boa notícia, segundo o psiquiatra, é que se não é possível modificar a velocidade do relógio, dá para alterar a velocidade do tempo mental, tanto para mais quanto para menos.


Manobras


“Há fórmulas para tirar mais proveito do nosso tempo conhecendo algumas manobras, certas estratégias para modificar o modo habitual de o cérebro criar a memória mental. E isso pode ser utilizado para fazer experiências boas durarem mais”, afirma Cyro Masci. “Para fazer o tempo passar mais devagar, guardar um período de tempo da sua vida como prazeroso, a dica é aumentar a variedade dos acontecimentos”, orienta Masci.


Para o médico psiquiatra, novos registros, novidades, é o que faz a diferença para o cérebro criar uma memória de tempo mais longo. “É o oposto do tédio. Pense no trânsito habitual, indo ao trabalho, congestionado: é tedioso, parece que o tempo não passa nunca, mas só naquele momento. No final do dia, essa sensação desaparece, o cérebro não tem por que guardar na memória um fato tão trivial”.


Nem sempre é possível preencher os dias com fatos novos, mas isso não é motivo para desistir. O psiquiatra explica que, sabendo como o cérebro se comporta, é possível criar coisas novas na rotina, no tédio. “Por exemplo, olhando de um modo diferente para o habitual. Num trânsito congestionado, tedioso, é possível buscar mais detalhes, registrar cenas de modo diferente”.


Fotografias mentais


O médico, que é fotógrafo nas horas vagas, desenvolveu uma estratégia interessante. “Sempre que estou entediado, seja preso no trânsito, seja numa fila chata, começo a tirar fotografias mentais, a selecionar detalhes que poderiam render uma boa foto. Com isso, crio novidades para o cérebro e a sensação de tédio diminui bem”.


“O importante”, segundo Masci, “é saber que o ser humano não é senhor dos acontecimentos, mas pode dirigir a atenção de modo diferente, tornando o mundo mais interessante e as experiências mais ricas”.


“Conhecer como o cérebro funciona, como a mente pode ser dirigida, é fundamental tanto nos momentos de irritação ou ansiedade, quando parece que o tempo acelera, quanto nos episódios de tristeza, quando parece que o tempo não passa”, finaliza o médico psiquiatra.


Fonte: Cyro Masci, médico psiquiatra em São Paulo, atua em clínica privada com abordagem integrativa.


Na imprensa:

Agencia Estado http://bit.ly/2TlgF44

Agencia Globo https://glo.bo/3alTRGW

Portal Terra http://bit.ly/2VBFOZR




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