Medicina Ultramolecular
Alguns conceitos básicos:
- A Medicina Ortomolecular utiliza nutrientes concentrados, e seus derivados, para fornecer ao organismo o melhor estado nutricional para seu funcionamento.
- A Medicina Herbárea (fitoterapia) utiliza extratos vegetais para combater doenças e promover a saúde.
- E a Medicina Ultramolecular utiliza substâncias ultradiluídas para enfrentar enfermidades e facilitar o funcionamento do organismo.
Essa ultradiluição pode chegar ao ponto da substância em si não estar mais presente, mas mesmo assim ter efeito no organismo. Existem muitas teorias do motivo, mesmo sem a substância presente, a ação acontecer. Uma delas é que a diluição preserva a ressonância da substância, sua frequência vibratória.
O princícipio é algo similar ao som emitido por um instrumento musical. O instrumento não se encontra presente no som, mas o som teve origem no instrumento. Não é o instrumento que estimula a audição, é o som. Mantendo a comparação, não é a molécula que age no organismo, mas sua ressonância, sua frequência vibratória.
Diluir e administrar substâncias com fins medicinais é utilizado há coisa de três mil anos. Na época de Hipócrates, o pai da medicina ocidental, já ocorria e era conhecido como o princípio de que “o semelhante cura o semelhante”. Esse princípio sempre esteve presente, todas as vacinas são exemplos bem sucedidos de diluir alguma substância a fim de provocar alguma reação no organismo.
Essas substâncias podem ser de origem microbiana como, por exemplo, o fungo Cândida. Podem ter origem mineral, como os Sais de Schusller (são doze minerais que não se decompõe, não desaparecem mesmo depois da morte) ou os oligoelementos (vários minerais imprescendíveis à vida, mas em quantidades mínimas). Ou ainda de vegetais.
Diferenças
Na Medicina Ultramolecular, existem diferenças quanto ao modo de funcionamento e princípios terapêuticos das substâncias utilizadas.
No fim do século 18, o médico alemão Samuel Hahnemann cunhou o termo Homeopatia (do grego, homoios, que significa "semelhante" e patheia, que significa “sofrimento”) agregando vários conceitos.
O primeiro é o da diluição. O segundo é o de que “o semelhante cura o semelhante”. Esses dois conceitos j eram bem conhecidos. Mas Hahnemann acrescentou novidades, como o da “dinamização”, na verdade agita-se vigorosamente o produto diluido para que tenha suas ações amplificadas. Também passou a fazer experimentos em pessoas saudáveis, algumas ingeriam substâncias inertes, sem princípio ativo, e outras com substâncias ativas, com princípio ativo diluído, nenhuma delas sabendo do que se tratava e sem saber se estavam ingerindo algum medicamento ou água sem mais nada. Depois, essas pessoas descreviam e anotavam o que sentiam. Hahnemann foi o primeiro médico a desenvolver e utilizar esse método, conhecido como “duplo cego”, que hoje é exigência básica de todo estudo científico na medicina convencional.
Descobriu também que algumas substâncias possuiam tamanha especificidade de sintomas que, se descobrirmos alguém que possua esses sintomas e administrarmos essa substância, estaremos “regulando” o organismo inteiro, e não apenas tratando uma doença específica. Essa tentativa de descobrir um único remédio para todo o sofrimento deu origem a Homeopatia Unicista.
Como essa é uma questão chave no nascimento da Homeopatia, alguns homeopatas passaram a afirmar que, para o termo Homeopatia ser convenientemente utilizado, deve incorporar necessariamente esse conceito. Não se aceita, por exemplo, que uma diluição de um alimento, digamos o leite, seja utilizado para tratar alergia ao leite. Pelo menos não exclusivamente, alguns até consideram o uso, desde que seja paralelamente procurado o medicamento único, aquele que serviria para organizar toda a estrutura de uma pessoa em particular.
Ao mesmo tempo, permaneceu a utilização de substâncias utilizadas em doses muitíssimo diluídas, mas sem necessariamente considerarem primordial a descoberta desse medicamento único. A questão é bastante controversa e anima os debates entre os especialistas, que ainda não chegaram a um consenso. Por esse motivo, alguns preferem denominar de modo diferenciado as várias abordagens.
Levando em conta esse fatores, agrupamos e denominamos de modo genérico Medicina Ultramolecular tanto a homeopatia quanto outras abordagens, como:
Isopatia: a utilização de substâncias diluidas que tem origem no agente causal de uma doença, por exemplo, a ultradiluição de uma bactéria, digamos do estafilocóco causador de amidalite, para tratar de problemas de garganta. Ou então de tecidos, doentes ou não, chamados de nosódios. Por exemplo, a utilização de uma minúscula partícula de fígado, posteriormente ultradiluído, para tratar “problemas de fígado”.
Homotoxicologia, baseado nos trabalhos de outro médico alemão mais contemporâneo, Dr Reckeweg, que utilizou o modelo de adoecimento devido a um estado tóxico generalizado no organismo. Para harmonizar esse estado, desenvolveu uma série de compostos ultradiluídos, administrados em conjunto e de modo harmônico entre si (acordes de potência.).
Florais: vários sistemas de extratos de flores diluidos são utilizados para harmonizar o organismo, mas sem obedecer aos princípios da homeopatia clássica. O sistema mais conhecido é o dos Florais de Bach, médico inglês que pela primeira vez concebeu a influência, especialmente sobre as emoções, das flores.
Uso mundial
Mesmo sem fazer essas e outras diferenciações, e utilizando o termo Homeopatia de modo indiscriminado, constata-se que seu uso vem crescendo no mundo todo. Na Inglaterra existem centenas de homeopatas e cinco hospitais homeopáticos. Na Índia existem mais de 300 mil homeopatas formados nas mais de 120 escolas de especialização. Na Alemanha, um em cada dez médicos é especializado em homeopatia. Na França, a homeopatia é lecionada em faculdades de medicina, sendo que 36 % da população utilizam esse método de tratamento regularmente. Na América Latina existem milhares de homeopatas, especialmente no México, Argentina e Brasil.
A Medicina Ultramolecular, aqui buscando unir a Homeopatia a abordagens contemporâneas que não se baseiam exclusivamente nas descobertas do Dr Hahnemann, é então um método de cura em que se busca a reação do organismo. Como em outros métodos naturais, acredita-se que toda pessoa possui a capacidade intrínseca de manter seu equilíbrio. Sempre que essa capacidade encontra-se comprometida, apresentamos um quadro de doença, ou muitas vezes sintomas vagos de mal estar. É nesse momento que a Medicina Ultramolecular pode estimular os mecanismos naturais de auto-regulação do organismo, levando a pessoa a mais uma vez recuperar seu equilíbrio e resgatar sua normalidade.
Enquanto a Medicina Ortomolecular busca fornecer as moléculas dos nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo, a Medicina Ultramolecular busca fornecer não as moléculas, mas a “informação” celular necessária ao bom aproveitamento dos nutrientes e ao estímulo de suas capacidades de auto-regeneração.
Na Clinica Masci, utilizamos sempre que necessário as duas abordagens de modo harmônico, sinérgico e complementar.
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